O Sucesso é reservado à marca que marca
Por Ivan Postigo
24/07/2010
Nosso sangue ainda não ferve quando falamos em marcas. Matérias sobre o valor
econômico das estrelas evidentemente que chamam nossa atenção, mas não são
suficientes para que tracemos planos para repeti-las.
Será que é por que nosso mercado não teria potencial para sustentá-las? O
público consumidor não lhes daria a devida atenção? Não pagariam seu preço?
Quem sabe não desenvolvemos essa cultura e por isso não trabalhamos o conceito!
Conclusões à parte, o fato é que, como diz um amigo sobre esse assunto: Só marca
o que marca! No mundo, está mais do que provado que Marca é poder, gerado
simplesmente pelo poder da marca.
Qualidade de produto é um fator indiscutível, mas há que se reconhecer que o
mercado está saturado e identidade reconhecida tem, efetivamente, gerado
diferenciação.
Algumas marcas valem, efetivamente, mais do que todo ativo tangível – bens
físicos - da empresa.
Esta, de acordo com o status obtido, presta alguns serviços aos negócios, mas
quais seriam eles?
Status alcançados
Marcas reconhecidas
Posicionam empresas e produtos acima do limite de saturação de mercado e de
mídia, induzindo o consumidor à sua escolha. Nesse estágio as empresas ainda têm
muito trabalho a fazer para a consolidação.
Marcas respeitadas
Contam com a preferência do consumidor. Ao se deparar com opções estes tendem a
escolhê-las.
Marcas exigidas
Nenhuma outra marca atende as necessidades do consumidor. Há a fidelização e
serão procuradas, ainda que opções sejam apresentadas. Esta chegou ao nível de
excelência.
As pessoas as procuram, dependem e nelas se apóiam.
Serviços prestados
• Atração de novos clientes
• Recuperação de clientes inativos
• Fidelização, amplitude de negócios com os já existentes
• Facilidade para introdução de novos produtos
• Maiores preços de venda
• Vendas complementares
• Referências positivas
• Propaganda boca a boca
• Criação de barreiras e afastamento dos concorrentes
Sendo algo tão importante, provavelmente, construir uma marca não deve ser algo
simples? Efetivamente não!
Há a fase de construção da identidade, que é aquilo que a empresa pretende que
ela seja com as mensagens que envia aos clientes.
Do outro lado há a percepção dos clientes, com a imagem criada, fruto da
interpretação das mensagens.
A confiança, preferência ocorre quando há interação entre a identidade projetada
e a imagem formada.
Minha opinião é que melhores resultados colhem as empresas que são capazes de
fazer com que suas mensagens criem um espaço na mente e um lugar no coração.
Um espaço na mente permitirá que sejam lembradas, um lugar no coração que jamais
sejam esquecidas.
A construção das marcas é um processo carregado de emoção, aspecto que realmente
toca as pessoas.
A sutileza é que a racionalidade está no reconhecimento da motivação pela
emoção.
Que desejos a marca deve criar e que necessidades deve atender?
Marcas precisam de cuidados, estas também envelhecem e são superadas, contudo
enquanto estiverem em evidência terão sucesso reservado!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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