e-commerce + email marketing = crescimento e boa reputação
Por Walter Sabini Junior
20/07/2010
O e-commerce é uma tendência de solidificação mundial e o Brasil não poderia
ficar de fora quanto a sua participação nos crescentes números de faturamento
representados pelo setor. De acordo com dados da consultoria comScore, nosso
país já possui mais de 73 milhões de internautas, e ainda, o e-Bit aponta que já
somamos mais de 13,2 milhões de e-consumidores. Um dado um tanto quanto
considerável para a continuidade da aposta nos investimentos de varejo online
pelo mercado nacional.
O atual cenário deve-se à expansão da Internet, às políticas de segurança da
informação, a disseminação da confiabilidade da rede e a uma nova cultura,
inserida nesse contexto, devido ao posicionamento do mercado na utilização da
web.
A aceleração dessa cultura permitiu esse novo modelo de negócio: o comércio
eletrônico. Porém, mesmo considerado um modelo recente, o valor do varejo online
e das empresas ponto-com dado a uma nova forma de praticar o marketing,
surpreendentemente, consegue ser maior que as práticas tradicionais utilizadas
por empresas presentes há anos no mercado.
É nítido que mesmo nesse setor, as ferramentas precisem ser melhores
aproveitadas, mas também é visível uma busca maior por parte do comércio
eletrônico pelo aprimoramento de suas ações de marketing com seu público-alvo.
Estamos falando de um nicho de mercado com grande potencial e maturidade a ser
conquistada. Mas, afirmo que a adoção de um marketing coerente e alinhado com as
boas práticas será muito mais ágil, pois estamos falando do meio digital.
A tecnologia proporcionou ao marketing novas formas de ganhar visibilidade e
atrair mais sustentabilidade na disseminação de sua marca. Hoje temos
ferramentas que permitem a total mensuração dos resultados, que nos fazem ver o
real significado da imagem corporativa, além de um fato considerado extremamente
importante: conhecer o perfil dos clientes, um a um.
No e-commerce, mesmo com a constante busca de aprimoramento, muitas companhias
aplicam o marketing digital enraizadas em moldes antigos. Ou seja, trabalham na
disseminação de sua imagem em meios eletrônicos da mesma forma em que se aplicam
as ações de marketing habituais.
É claro que as mídias de veiculação tradicionais não podem deixar de existir,
mas acredito que companhias de todos os portes e segmentos podem e devem
utilizar como uma de suas estratégias de comunicação o marketing digital e,
principalmente, o email marketing e a newsletter, sempre com ética e respeito à
privacidade de sua base. Porém, trago essa necessidade mais “urgente” pelo setor
de e-commerce.
Estamos falando de um canal de comunicação que faz nada mais, nada menos do que
vendas pela Internet. Imagine a possibilidade de se medir, a partir de uma
campanha de email marketing, quantas e quais vendas foram provenientes desta
ação?
Imagine também mensurar o assunto de maior interesse dentro de uma campanha por
meio de um clique feito pelo destinatário da mensagem? E a conversão dessa
campanha em cadastro e não necessariamente em vendas?
Vou citar um exemplo: Idealize sua campanha de ofertas com eletroeletrônicos em
geral, insira os produtos com descontos, separe sua base de cadastros
interessados naqueles modelos de produtos (lembre-se da importância da
segmentação), faça o envio, puxe os diversos relatórios de acessibilidade,
analise o usuário que entrou no site a partir da campanha e acabou se
cadastrando em uma outra área (caso seu website ofereça diversidade de
interesses para cadastros) de novos produtos, mensure quais ofertas e quantas
delas tiveram retorno em vendas e quantos destinatários apenas clicaram no
produto, mas não efetuaram a compra.
Sim, é possível fazer tudo isso porque a famosa “aceleração” da tecnologia deu
lugar a infinitas possibilidades de mensuração no mundo virtual. Mas, se você
pensa que o trabalho analítico acabou... é verdade, ele acabou de começar. Agora
imagine o que o seu marketing pode fazer com todas essas informações em mãos.
Nesta etapa são geradas infindáveis possibilidades, totalmente dependentes da
sua real estratégia de venda com o mercado. Você pode optar pela segmentação da
segmentação e fazer uma oferta especial para os cliques que não geraram vendas,
mas mostraram interesse. E ainda pode registrar os cadastros que efetivaram a
aquisição de um determinado produto para fazer campanhas de ofertas
personalizadas de outros lançamentos, ao invés de mandar a mesma campanha,
periodicamente, para a mesma base.
Nesse ponto, encontramos a ética na comunicação. Você respeita a privacidade de
seu público e o alimenta somente com informações relevantes para o seu momento.
E, acima de tudo, o mais importante: contribui para o seu crescente volume de
vendas e, consequentemente, para a satisfação de todas as partes envolvidas no
processo. Entre a empresa e o cliente/prospect, existe um longo, mas prático
caminho a ser seguido.
A receita do bolo finalmente deu certo. O marketing e as vendas unidos de
verdade, com provas de que o foco na boa reputação da imagem tem total relação
com o alto volume comercial. Além, é claro do que todo mundo quer, mas muitas
vezes não sabe como conseguir a satisfação realmente garantida do cliente.
*Walter Sabini Junior é especialista em email marketing e CEO da VIRID
Interatividade Digital, Proprietária das plataformas Virtual Target e Zartana -
jr@virid.com.br