A Arte de Gerenciar Funcionários
Por Julio Cesar S. Santos
20/03/2011
Aprenda Como Tratar Alguns Tipos de Funcionários Existentes Nas
Organizações
Desde a época da Escola de Relações Humanas de Elton Mayo já se sabe que, dentro
das empresas, além de máquinas, também existem pessoas que têm diversos
sentimentos e diferentes reações aos estímulos motivacionais. Dessa forma, o
jeito de tratá-las determinará como você será tratado.
Diante disso, a primeira regra de um bom Gerente é tentar obter uma visão
otimista sobre seus funcionários, pois isso tende a criar pessoas mais
colaborativas, afirmam alguns estudiosos em Liderança. Outros, mais radicais,
afirmam que "se você tratar seu funcionário como um cachorro, mais cedo ou mais
tarde ele vai lhe dar uma mordida".
Antigamente, gerenciar significava "a arte de obter resultados através das
pessoas". Porém, as Relações Humanas foram se desenvolvendo e hoje o Líder
precisa entender as aspirações humanas. As pessoas costumam ter variadas
aspirações, mas apenas para simplificar podemos reduzi-las a:
Aspirações Simples: São as condições básicas de um emprego, sem as quais os
empregados nem aceitam trabalhar, tais como um salário compatível, emprego
próximo à casa, conforto no local de trabalho, garantias de continuar empregado,
ambiente de amizade e atenção. Note-se que as aspirações simples são requeridas
por uma minoria dos trabalhadores brasileiros.Aspirações Complexas: A maioria
das pessoas possui aspirações complexas, gostando de ser diferenciadas das
demais e de terem seu valor reconhecido pelo Líder. Elas gostam de aprender,
enfrentar desafios significativos e de tarefas difíceis. Aqueles com aspirações
complexas obtêm seu crescimento pessoal e recompensas financeiras de seus
próprios esforços.
Diante disso, pode-se perceber que a arte de gerenciar pessoas nas organizações
exige muita criatividade do Líder, pois em vez de controlá-las é preciso
energizá-las, buscando atender suas expectativas e aspirações mais complexas.
Dessa forma, podemos afirmar que a principal função de um gerente moderno é
"energizar" as pessoas. E, energizar significa atender ás aspirações complexas
dos funcionários.
Mas, antes de energizar as pessoas o Gerente deve conhecer o "sentido de
prontidão" dos funcionários, pois existem funcionários que estão "prontos" e os
que ainda não estão. Ou seja, aqueles que estão prontos têm experiência técnica
no ramo – eles são funcionários experientes. E os que têm pouca prontidão são os
funcionários inexperientes.
Sendo assim, ao cruzarmos essas duas variáveis – aspirações e prontidão –
encontramos quatro (4) tipos de funcionários e, antes de qualquer próxima
análise, é necessário afirmar que as pessoas tendem ser muito mais complexas do
que apenas quatro tipos. Mas, apenas para compreendermos melhor a forma de
tratá-las – gerenciá-las – vamos classificá-las em grupo de quatro tipos:
A) Os Aprendizes: Perfil – São aqueles funcionários inexperientes e que só
possuem aspirações simples, os quais – na sua maioria – obtêm o primeiro
emprego. Eles não têm experiência alguma e preferem trabalhar apenas por ser
perto de casa e pelo pequeno salário. Tratamento – trate-o com pouca
flexibilidade, informando-o detalhadamente o que fazer e conferindo se as
tarefas foram realizadas conforme o escrito. Ou seja, o Líder deve usar uma
supervisão rígida.
B) Os Frios: Perfil – São aqueles funcionários que até têm experiência técnica,
mas possuem aspirações simples. Ou seja, eles não estão energizados ou motivados
a alcançar suas aspirações. Eles sabem trabalhar, mas não vibram com isso porque
talvez tenham sido punidos na sua criatividade – em empregos anteriores.
Tratamento – O Líder deve envolvê-lo nas decisões do setor, fazendo-o sentir-se
importante e aumentando sua auto-estima. Na verdade o cuidado do Líder não deve
ser técnico, mas humano. Esse tipo de funcionário precisa de envolvimento
emocional e o Líder deve estimulá-lo a ter "a coragem de errar". Não estamos
estimulando o erro freqüente, mas a tentativa da inovação pode levar às pessoas
ao erro e isso não deve ser reprimido para esse tipo de funcionário.
C) Os Potenciais: Perfil – São aqueles que, embora não tenham experiência, têm
aspirações complexas. Ou seja, eles estão energizados, motivados e com vontade
de crescer (é o "sonho" de todo Gerente). Eles têm iniciativa e garra, mas ainda
não estão prontos porque não têm experiência. Tratamento – Na verdade, talvez
seja necessário o Gerente conter um pouco esse ânimo para que o funcionário não
cometa erros infantis. Eles precisam de treinamento, instruções claras e
acompanhamento técnico. Além disso, ele deve ter envolvimento com os mais
experientes para assimilar conhecimentos e habilidades.
D) Os Empreendedores: Perfil – São aqueles que têm muita experiência técnica e
aspirações complexas. Ou seja, são funcionários que estão prontos, energizados e
motivados. Tratamento – Esse tipo de funcionário não deve ser tratado com
rigidez, controle ou cobrança por resultados. Trate-o com "agradinhos" e ele
ficará "doente", pois sua energia vem dele e não de você. Eles precisam de
desafios, tarefas difíceis e participação nos resultados. Dessa forma o Líder
deve envolvê-lo nas decisões, dando-lhes autonomia porque os empreendedores são
capazes – em muitos casos – de fazer melhor que o próprio Líder.
OBSERVAÇÃO: O Gerente não pode se conformar em ter na sua equipe apenas
funcionários classificados como aprendizes, frios ou até mesmo os potenciais. Na
verdade, seu principal objetivo deverá ser o de transformar todos eles em
empreendedores, pois assim o Gerente só cuidaria da estratégia da sua empresa.
Julio Cesar S. Santos é Professor, Consultor, Palestrante e Co-Autor do Livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados". Elaborou o curso de “Gestão Empresarial” e atualmente ministra Palestras e Treinamentos Sobre Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Contatos: jcss_sc@yahoo.com.br (21) 2233-1762 / (21) 9423-9433 / www.profigestao.blogspot.com