Balanced Scorecard BSC
Por Wagner Herrera
09/01/2009
A premissa básica do BSC é a obtenção dos resultados decorrentes das reações de
causa e efeito: uma ação ou um conjunto delas que tem como resultado
transformações em seres, objetos ou situações posteriores.
Kaplan e Norton ao idealizarem o BSC estruturaram o método em quatro
perspectivas que basicamente atendem as necessidades da maioria da empresas: a)
o interesse dos proprietários e acionistas (remuneração do investimento), b)
clientes da empresa devem estar satisfeitos e consumirem quantidades que
maximizem o lucro, assim c) a empresa deve racionalizar seus processos internos
buscando a excelência dos métodos e de força de trabalho, através da d)
maximização do aprendizado do capital humano.
Resumindo: as reações de causa e efeito, resultam de uma cadeia de ações
orientadas do aprendizado aos interesses dos proprietários, passando pelas
melhorias dos processos internos para obtenção da satisfação dos clientes.
O BSC não pretende substituir o planejamento estratégico na obtenção da vantagem
competitiva ou na busca de melhor posicionamento da empresa no mercado, pois as
orientações estratégicas devem resultar de políticas, diretrizes, análise das
oportunidades e ameaças do ambiente externo, do conhecimento das forças e
fraquezas próprias, além dos cenários que se apresentarão pelos fatores
conjunturais (sociais, econômicos, demográficos, culturais, etc.), pretende sim,
ser uma ferramenta de apoio a disposição do planejador na implementação do
plano.
O BSC pode ser orientador e capacitor de programas de melhorias departamentais
desde que não conflitem com interesses da administração estratégica, posto que o
alinhamento e a congruência dos resultados devem ser consoante com as diretrizes
da organização. O método simplifica o plano de implementação das ações parciais,
em nível de área organizacionais, simplificando a adoção de medidas com
premissas simplificadas.
Na implementação de um programa de melhoria, o BSC orienta para criação dos
scorecards - fichas ou planilhas para acompanhamento do programa prescrevendo um
conjunto de quatro definições: a) os objetivos – declaração clara e assertiva
dos alvos que se pretende atingir, b) o método de mensuração e obtenção dos
indicadores que irão monitorar o desempenho ou resultados, c) as metas -
quantificações ou qualificações e periodicidade dos objetivos factíveis cos os
recursos, competências e capacidade da empresa e devem ser deliberadas
(consensuais) pelo grupo responsável pelo atingimento das metas e, d) as
iniciativas a serem postas em prática para o atingimento das metas. Aqui, abro
um parêntesis, para um detalhamento maior do quesito ‘iniciativa’ pois demanda
um plano resultante do planejamento das ações postas em prática para a
consecução das metas, posto que o planejamento nada mais é que o encadeamento de
operações seqüenciadas logicamente para obtenção dos objetivos e se este demanda
ações em grande quantidade e demoradas ele é dividido em fases, etapas, passos,
etc.
Embora as quatro definições sejam um padrão da metodologia, nada impede que o
planejador utilize outras configurações que traduzam melhor sua pretensão. Por
exemplo, num planejamento de progresso pessoal, pode definir como primeira
perspectiva o (a) crescimento pessoal (financeiro, social, cultural,
profissional, etc), como segunda perspectiva (b) influenciar, convencer,
satisfazer pessoas ou entidades que o apóiem no intento (empresa, professores,
família, amigos, etc.), bastando para tanto (c) desenvolver suas competências
pessoais (atitudes, conhecimentos e habilidades), devendo (d) cuidar de seus
núcleos de resultados internos (familiar, espiritual/mental, físico, emocional,
intelectual, social, ecológico, financeiro, profissional), pois o ser humano é
um todo sinérgico e se alguma área de resultado esta descompensada, em
desequilíbrio, desalinhada, ele não se consegue a otimização dos resultados.
Outras inúmeras configurações podem ser elaboradas em concordância com as
necessidades ou desejos do que se apresente e necessite ser implementado, porém
o caminho é capacitar (aprendizado), otimizar (processos internos), satisfazer
(clientes, consumidores, usuários) e beneficiar (proprietários)
Wagner Herrera é Graduado em Ciência da Computação e Engenharia
de Producao na Universidade Mackenzie (SP) e pós-graduação em Administração
Estratégica no IESC- Instituto de Ensino Superior Camões (Ctba-PR)