A Importância dos Sistemas de Gestão de Produção
Por Hélio Meirim
20/04/2006
Este artigo traz uma reflexão sobre a importância de conhecermos os sistemas de
gestão de produção da organização para que seja possível implementarmos a
estratégia logística correta. A função essencial da Logística é entregar o
produto certo, no local certo, no tempo desejado pelo cliente e a um custo
adequado, sendo assim, o aspecto do sistema de gestão de produção empregado pela
organização é primordial, pois dele dependerá uma boa parte do nível de serviço
ofertado aos clientes. A reestruturação dos sistemas de gestão de produção vem
ocorrendo ao longo dos anos, sendo que nos últimos anos, estas mudanças vem
sendo mais rápidas e constantes. Podemos dizer que, grandes partes, destas
mudanças são geradas devido aos avanços tecnológicos, automação de processos,
estratégias de fusões e aquisições, globalização, mudanças nas políticas
públicas governamentais, mudança na cultura dos gestores e de seus colaboradores
e as constantes inovações que diariamente estamos tendo contato. Ao analisar os
sistemas de gestão de produção utilizados, destacamos os seguintes: • Artesanais
Quando os processos produtivos eram artesanais, os modelos de gestão de produção
não necessitavam de grandes níveis de sofisticação e controle, pois nesta época
os volumes produzidos ainda eram em menor escala e o nível de exigência dos
consumidores não era elevado. Este momento ainda era marcado pela ausência de
competitividade entre os produtores. • Taylorista-Fordista Este modelo
baseava-se na produção de volumes crescentes. ritmo intenso de produção,
crescimento sem controle, centralização e especialização do trabalho; O modelo
taylorista-fordista sofreu inúmeras críticas, pois o mesmo apresentava problemas
quanto à motivação dos colaboradores, comprometimento, criatividade, burocracia
e queda de produtividade. • Modelo Japonês No período pós-guerra, devido a
escassez de recursos e de espaço, o modelo japonês começa a repensar o modelo
taylorista-fordista para produzir resultados sustentáveis e garantir o
crescimento das empresas. Nesta nova forma de organização da produção, a gestão
passou a transcender aos muros da fábrica, incluindo-se neste modelo a
participação dos sindicatos bem como a criação de grandes conglomerados de
empresas. Pode-se notar que no modelo japonês, houve um deslocamento do modelo
taylorista-fordista (produção em massa) para um modelo pós-fordista (produção
flexível e enxuta). A Gestão da Qualidade passa a ser uma prática constante nas
empresas que optam por este modelo de organização da produção. Como princípios
básicos da Gestão da Qualidade temos a filosofia da melhoria contínua,
identificação e eliminação dos erros, focos nos processos, entendimento das
necessidades dos clientes internos e externos, cooperação dos trabalhadores,
cultura de aprendizagem, uso de métodos e técnicas estatísticas como
instrumentos de mensuração de resultados. • Toyotismo Este modelo de gestão da
produção tem como pontos básicos: - A produção passa a ser puxada pelo mercado
(através da venda) no lugar da produção empurrada a redução do ciclo de
produção; - Evitar qualquer atividade que não adicione valor ao produto; -
Flexibilização da produção; - Trabalhar com estoque zero; - Redução dos ciclos
de produção; - Uso de sistemas de comunicação visual de fácil compreensão •
Volvismo A gestão baseia-se na automação e flexibilização da produção e no
estímulo de grupos de trabalhos autônomos e enriquecimento das funções.
Hélio Meirim é Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial, tendo MBA
em Marketing, Logística, Análise de Sistemas e Docência Superior. Atuou por mais
de 15 anos, como executivo de Logística, em empresas nacionais e multinacionais
tendo desenvolvido projetos no Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Portugal e
Espanha. É Consultor da HRM Logística e Professor Universitário em cursos de
MBA, Pós-Graduação e Graduação.