Parceria e Colaboração: Ganhos para a Cadeia Logística
Por Dionilson J. Pinheiro Filho
17/09/2007
Nível de serviço, custos reduzidos e uma boa estratégia são fatores
determinantes para que uma organização possa se diferenciar no mercado, ser mais
competitiva e ter uma boa percepção de seus clientes. Contudo, conseguir isso
não é uma tarefa fácil. Muitas empresas buscam internamente e junto a seus
fornecedores formas de se tornarem mais competitivas em busca de uma resposta
mais rápida às mudanças do mercado e aos desejos dos clientes.
Uma das formas das empresas atingirem esses objetivos é através de um bom
relacionamento com seus fornecedores e clientes. Isso é tão notório que já há
alguns anos a relação existente nesse elo deixou de ser simplesmente comercial
para se tornar uma relação de parceria, centrada na confiabilidade e
durabilidade, gerando mais segurança e qualidade no relacionamento. Sem dúvida,
isso traz bons resultados para a as empresas, como redução de custos e maior
qualidade dos produtos/serviços, entre outros. Dessa forma as organizações
passam a colaborar entre si, consolidando uma relação de ganha-ganha em suas
operações.
Dentro do universo logístico, essa parceria e colaboração vêem se tornando
imprescindíveis para um resultado eficaz das operações. As empresas que compõem
a cadeia de suprimentos passam a ter informações mais precisas, reduzindo a
insegurança, custos e possibilidades de erros. Umas das principais contribuições
dessa colaboração dentro da cadeia é o planejamento colaborativo da demanda.
Sabemos que uma das maiores dificuldades das empresas, principalmente num
mercado altamente mutante, é realizar uma correta previsão de demanda. Se uma
empresa não consegue mensurá-la corretamente, ou deixará de atender ao mercado
ou elevará seus custos com estoque, com uma utilização desnecessária de seus
equipamentos e insumos, além de prejudicar todo o resto da cadeia de
abastecimento.
Ter uma informação de demanda mais correta permite às empresas a realizarem um
planejamento operacional mais eficiente, conseqüentemente, o dimensionamento dos
recursos necessários (pessoal, equipamentos, sistemas, insumos, tempo) podem ser
melhor trabalhados, levando à um maior controle da produção, melhor
gerenciamento dos estoques de insumos e produtos acabados, maior produtividade
da mão-de-obra e redução de perdas.
Paralelamente aos produtores e varejistas, os operadores logísticos também saem
ganhando com a colaboração e parceria dentro da cadeia logística. Com
informações claras o armazenamento e a distribuição ficam mais facilitados,
sendo possível dimensionar o espaço, bem como a frota a ser utilizada nas
operações, além da carga a ser transportada. A partir de então, passa a existir
o chamado transporte colaborativo que possibilita o aumento da produtividade,
redução do tempo para carga e descarga, redução dos percursos com veículo vazio
e, como conseqüência, um melhor nível de serviço, o qual pode ser observado na
medida em que pode-se reduzir o lead-time de atendimento aos clientes, redução
de erros nos pedidos e pontualidade nas entregas.
Dessa maneira, toda a cadeia de suprimentos consegue obter ganhos a partir da
colaboração mutua entre seus componentes, reduzindo os custos globais da cadeia,
aumentando a produtividade e melhorando o nível dos serviços e qualidade dos
produtos. Podemos afirmar então que quanto maior a parceria e colaboração entre
organizações maior é o valor agregado existente em suas operações.
Dionilson J. Pinheiro Filho é administrador, Pós-Graduado em Logística
Empresarial pela UNIFACS com experiência em gestão de operações logísticas
(distribuição urbana, transferência, multimodais, logística interna/expedição de
indústria) e gestão e implantação de processos logísticos, além de implantações
de sistemas, coordenação de programas de qualidade/avaliação de clientes.
Certificado como auditor interno do SASSMAQ e ministrante de cursos na área de
logística.