Médicos dão dicas de como conviver com o transtorno do pânico
08/03/2013


Embora a doença necessite de um tratamento rigoroso, normalmente com a prática de terapias associada ao uso de medicamentos antidepressivos, é possível conviver com a doença e aprender a suportar o medo e a ansiedade. Para isso médicos e terapeutas dão dicas de como resistir aos medos, seja para quem possui a doença ou para quem convive com portadores do transtorno.
A primeira dica é o cuidado, seja por parte de quem possui a doença ou de quem está próximo do portador. É preciso que a pessoa que sofre com a doença esteja, em primeiro lugar, disposta a procurar um tratamento adequado. Além disso, é preciso que as pessoas – sejam portadores ou não – tenham conhecimento da doença. Os médicos consideram que o conhecimento prévio faz com que a pessoa se sinta motivada a procurar tratamento. Um dos maiores problemas é a rejeição ao processo de terapias e uso de medicamentos.
Além das dicas para os portadores da doença e para quem convive diariamente com os doentes, psicólogos chamam a atenção para a formação de médicos e enfermeiros para lidarem com a doença. Isso é importante, pois normalmente quando a pessoa tem a primeira crise ela procura um médico para saber o que está acontecendo já que sofre com tremores, dor no peito e o coração fica acelerado.
É preciso que os plantonistas prestem atenção nesses sintomas, os relacionem com o transtorno do pânico e indiquem um médico mais adequado para tratar da doença. Há casos em que o mal é confundido com outros problemas de saúde, como ataque cardíaco, por exemplo, pois os médicos em prontos-socorros não conhecem as doenças psicológicas que envolvem as crises de ansiedade.
Para quem convive com os doentes, o apoio nos períodos de crise é melhor dica que se pode dar. A proximidade com pessoas que dão conforto e tranquilidade são imprescindíveis para o tratamento e melhora das crises. É preciso, logo de início, superar o preconceito e não relacionar a doença com loucura ou bobagem. Essa barreira precisa ser quebrada para que a pessoa se sinta preparada para iniciar o tratamento médico. Quando o tratamento é postergado, as chances das crises se intensificarem são maiores.
Quando o paciente já tem auxílio da família e foi corretamente diagnosticado com a doença, o próximo passo é superar o medo e seguir as recomendações médicas, tomar os remédios nos primeiros meses e também fazer as terapias. Saiba que a síndrome do pânico tem cura. Por isso, é preciso procurar a ajuda correta.


Texto colaborativo do blog Síndrome do Pânico.