Gerenciamento Da Cadeia De Suprimentos E Roteamento Logístico
Por Sergio Lopes de Souza Junior
05/10/2009
Os custos de distribuição representam uma parcela significativa do custo
logístico total. Neste cenário os roteirizadores exercem um papel fundamental na
otimização dos projetos e roteiros de entrega. Porém, muitas frotas capturam
apenas o benefício inicial de redução de veículos. Por outro lado, os
rastreadores são eficientes para a segurança, mas pouco contribuem para a
melhoria da eficácia de entregas.
Distribuição é um dos processos da logística responsável pela administração dos
materiais a partir da saída do produto da linha de produção até a entrega do
produto no destino final. Após o produto pronto ele tipicamente é encaminhado ao
distribuidor; O distribuidor por sua vez vende o produto para um varejista e em
seguida aos consumidores finais. Este é o processo mais comum de distribuição,
porém dentro desse contexto existe uma série de variáveis e decisões de
trade-off a serem tomadas pelo profissional de logística.
O marketing vê que a Distribuição é um dos processos mais críticos, pois
problemas como o atraso na entrega são refletidos diretamente no cliente. A
partir do momento que o produto é vendido a Distribuição se torna uma atividade
de front office e ela é capaz de trazer benefícios e problemas resultantes de
sua atuação.
Uma organização pode ser divida em três processos principais Suprimentos,
produção e distribuição. Onde termina o processo de distribuição de uma empresa,
inicia o processo de suprimentos da empresa seguinte.
Como regra geral as empresas mais fortes da cadeia de distribuição são quem
definem quem será o responsável pela entrega do material/produto. O ponto mais
forte da cadeia não necessariamente é aquele que têm mais “dinheiro”, mas sim
aquele que tem a necessidade de compra é menor do que a necessidade de venda do
elo anterior da cadeia, então podemos concluir que este poder de decisão pode
ser transferida rapidamente entre os elos, pois a globalização nos permite
comprar um produto na china com frete FOB e ainda pagar mais barato do que uma
compra em nossa região.
As empresas estão cada vez mais terceirizando suas atividades relacionadas a
distribuição e focando suas atividades no core bussiness da empresa. A
distribuição tem grande importância dentro da empresa por ser uma atividade de
alto custo. Os custos de distribuição estão diretamente associados ao peso,
volume, preço, Lead Time do cliente, importância na Cadeia de suprimentos,
fragilidade, tipo e estado físico do material e estes aspectos influenciam ainda
na escolha do modal de transporte, dos equipamentos de movimentação, da
qualificação e quantidade pessoal envolvido na operação, pontos de apoio,
seguro, entre outros.
A palavra distribuição esta associada também a entrega de cargas fracionadas,
neste tipo de entrega o produto/material é entrega em mais de um destinatário,
aproveitando a viagem e os custos envolvidos. As entrega neste caso devem ser
muito bem planejadas, pois a entrega unitizada tem um menor custo total e menor
lead time, as entregas fracionadas devem ser utilizadas somente quando não for
possível a entrega direta com o veículo completamente ocupado.
O que a logística quer saber
Algumas perguntas que devem ser feitas para definição do modelo de distribuição
com o objetivo de entregar o produto ou serviço ao consumidor final:
Preciso que o produto seja vendido por um varejista?
Preciso seja distribuído por um atacadista?
Preciso de quantos níveis no meu canal de distribuição?
Qual o comprimento do meu canal (quantos intermediários)?
Onde e quando meu produto precisa estar disponível?
Como será minha distribuição? (exclusiva, seletiva ou generalista).
Processos da Distribuição
A distribuição é divida em outros sub-processos tais como:
Movimentação da linha de produção;
Expedição;
Gestão de estoques;
Gestão de Transportes;
Logística Reversa (reciclagem e devolução).
Canais de Distribuição
Os canais de distribuição são os meios pelos quais o produto percorre até chegar
ao seu destino final; os canais de distribuição são basicamente compostos de
Centros de Distribuições, Varejistas, Distribuidores, entre outros pontos
utilizados como apoio para diluir o custo total da distribuição (Gianpaolo et.
al., 2004, p. 10). Somente com o cálculo do custo total da distribuição pode se
definir a melhor estrutura de distribuição; devem ser considerados os estoques
em trânsito e os estoques intermediários dentro da cadeia.
Canais
A indústria precisa escoar e fazer chegar ao consumidor sua produção, também o
mercado de tecnologia e telefonia demandam canais para atender a contento o
consumidor final, surgindo a figura do profissional especializado em canais.
Este saberá estabelecer o melhor caminho para escoar os produtos ou serviços.
Gerente de Canais: são gerentes especialistas em distribuição, é quem faz a
ligação entre o fabricante e o consumidor, são os responsáveis para que o
produto chegue ao mercado. Administram canais diversos, como: distribuidores,
grandes e pequenos varejos em todos os setores e segmentos, atacadistas,
representantes comerciais, lojas virtuais, B2B, B2C, vendas diretas e muitos
outros. Lidam com todos os canais de vendas existentes e geralmente são
detentores de profundos conhecimentos de mercado, logística e hábeis
negociadores, atuam tanto no desenvolvimento dos negócios quanto no suporte
operacional de vendas. Trabalham produtos e serviços nos mais variados segmentos
comerciais. Reportam ao gerente comercial, gerente geral ou diretoria. O mercado
de telefonia especificamente deu gás ao mercado ampliando a oferta de emprego
para conhecedores ou especialistas em canais de vendas, como: remotos,
corporativos e varejo. Para tanto, o profissional deve conhecer e dominar
profundamente a logística.
O gerenciamento da cadeia de suprimentos a expressão inglesa também muito
utilizada no meio, supply chain management, ou SCM, é um sistema pelo qual
organizações e empresas entregam seus produtos e serviços aos seus consumidores,
numa rede de organizações interligadas, lida com problemas de planejamento e
execução envolvidos no gerenciamento de uma cadeia de suprimentos. O grande
objectivo da SCM é a redução de stocks, mas com a garantia de que não faltará
nenhum produto quando este for solicitado . O desenvolvimento de técnicas e
ferramentas para melhorar a gestão da cadeia de fornecimento contribuem para uma
melhor estratégia e prática. A aplicação dessas ferramentas leva a alternativas
que permitem tomar melhores decisões .
Os componentes de SCM são :
Planejamento de demanda (previsão)
Colaboração de demanda (processo de resolução colaborativa para determinar
consensos de previsão)
Promessa de pedidos (quando alguém promete um produto para um cliente, levando
em conta tempo de duração e restrições)
Otimização de rede estratégica (quais produtos as plantas e centros de
distribuição devem servir ao mercado) - mensal ou anual
Produção e planejamento de distribuição (coordenar os planos reais de produção e
distribuição para todo o empreendimento) - diário
Calendário de produção - para uma locação única, criar um calendário de produção
viável. - minuto a minuto
Planejamento de redução de custos e gerência de desempenho - diagnóstico do
potencial e de indicadores, estratégia e planificação da organização, resolução
de problemas em real time, avaliação e relatórios contábeis, avalição e
relatórios de qualidade.
Frequentemente, a metodologia de gerenciamento de cadeia de suprimentos encoraja
a modelagem de processos reais para análise e otimização. Uma metodologia famosa
é a SCOR, promovida pelo Supply Chain Council.
A heurística de Clarke e Wright (1964) surge, no campo da logística, como factor
de simplicidade e flexibilidade na formulação da programação de rotas, no âmbito
da gestão de transporte. Existem vários estudos que demonstram diferentes formas
possíveis de programação de rotas. Para a sua implementação, são necessários
conhecimentos matemáticos bastante complexos, restringindo deste modo, a sua
utilização em algumas empresas.
Esta heurística baseia-se na troca de conjuntos de rotas em cada ponto de
chegada, caso seja possível ou desejável, por forma a melhorar o desempenho
global. Por conseguinte, uma das designações atribuída à formulação é a
heurística de poupança de Clarke e Wright.
A formulação supracitada demonstra grande utilidade para frotas homogéneas, uma
vez que admite a minimização da frota e da distância percorrida. No entanto, a
heurística não possui a capacidade de manipulação de dados referentes a frotas
heterogéneas, por não considerar os custos fixos e directos associados à
variabilidade dos veículos e das distâncias percorridas.
Desenvolvimento do método
Primeiramente, são definidas as restrições básicas do problema, como por
exemplo: por cada rota apenas é atendido um cliente. Com base nestas restrições,
deve-se garantir a menor distância possível no atendimento de todos os clientes.
Por conseguinte, elabora-se uma lista com as rotas (de ida e volta) desde o
armazém até cada dois clientes, e calculam-se os custos inerentes às respectivas
deslocações (Sij).
Sij = d0i + d0j − dij
Sendo, d0i e d0j representantes da distância entre o armazém e os clientes i e
j, respectivamente, e dij a distância entre os dois clientes.
Em suma, esta lista é organizada de forma decrescente de custos, sendo que a
solução óptima corresponde ao custo total mínimo.
Sergio Lopes de Souza Junior é Especialista em projetos EPC e automação de
projetos de engenharia. Administrador de CAD/CAE Administrador de Sistemas de
Materiais Oracle Certified OCA OCP Oracle BI Microsoft MCSE Consultor Técnico
http://sites.google.com/site/engenhariaprojetoseconstrucao/ oracle.dba.consulting@gmail.com