Importantes Dicas para melhorar a Acuracidade de Estoques
Por Marco Antonio Oliveira Neves
26/09/2009
Problemas com a acuracidade de estoques, normalmente têm origem na combinação de
fatores relacionados a pessoas, processos e tecnologia.
Pessoal desmotivado e mal treinado tende a cometer mais erros, acidentalmente ou
propositadamente.
Processos mal desenhados ou inexistentes encorajam as pessoas a cometer ainda
mais erros.
Tecnologia pouco ou nada aderente ao processo dificulta a gestão dos estoques e
a realização de inventários, contribuindo também para o aumento das diferenças
entre os estoques físicos e contábeis.
Estamos diante de um “ciclo vicioso” difícil de ser rompido, mas causador de
gigantescos problemas para as empresas, e que levam a tomada de decisões erradas
quanto a produção e vendas. Em casos extremos, linhas produtivas poderão ser
interrompidas devido a problemas no saldo de matérias-primas e componentes.
Como, então, melhorar os indicadores de acuracidade e contar com o respeito e
admiração de toda a empresa?
Muitos profissionais da área de Logística condicionam a melhora nos índices de
acuracidade a aplicação e uso de ferramentas tecnológicas como o uso de sistemas
WMS, código de barras e etiquetas inteligentes. Isso pode ser considerado uma
“meia verdade” e não pode ser utilizado como justificativa para o insucesso. Em
muitas empresas, embora exista um belo aparato tecnológico, ainda não se
consegue atingir um nível de acuracidade confiável.
Vejamos abaixo algumas importantes e simples dicas para se alcançar melhores
indicadores de acuracidade nos estoque em um curto prazo de tempo, obtendo
resultados visíveis em poucos meses.
O primeiro passo é medir a acuracidade de estoques. Se não medirmos, não
saberemos o quanto precisamos melhorar. Inicie medindo mensalmente os itens de
maior representatividade em vendas, por exemplo, aqueles que classificamos como
itens “A” na curva ABC e que representam de 60% a 70% das vendas. Existem várias
formas de medir a acuracidade dos estoques; escolha aquela que lhe parecer mais
interessante.
O segundo passo é rever os processos relacionados à movimentação física, como
recebimento, endereçamento, estocagem, separação de pedidos, expedição e
logística reversa, especialmente as devoluções. Envolva as pessoas-chave de sua
equipe e identifique medidas que impactem diretamente (e se possível
rapidamente) na acuracidade dos saldos em estoque. Em paralelo, reveja os
processos administrativos relacionados à administração dos estoques. Procure
simplificar ao máximo e não tornar os processos mais complexos.
O terceiro passo envolve o comprometimento da equipe, desde o chão-de-armazém
até o pessoal administrativo. Mantenha-os sempre informados sobre os objetivos
do programa, metas a serem atingidas e a evolução do trabalho.
Em seguida, no quarto passo, meça outros indicadores que direta e indiretamente
ajudarão você a atingir seus objetivos na acuracidade de estoques. Por exemplo:
acuracidade do endereçamento, dock-to-stock time (tempo de doca ao estoque),
nível de estoques obsoletos, etc.
No quinto passo, implante um sistema de inventário cíclico ou rotativo para
todos os itens, contando com maior freqüência os itens de maior importância
(pelo menos uma vez ao mês) e com menor freqüência os itens de menor volume,
giro ou popularidade (2 a 4 vezes ao ano).
Por último, busque aprimorar a tecnologia existente. Agora você poderá, com
muito mais certeza, dizer se a ferramenta disponível poderá lhe atender ou não,
e quais as deficiências existentes.
Se você ainda quiser ir além, implemente o indicador “Pedido Perfeito” e
monitore o pedido de seu Cliente desde a origem, na sua captação, até o final,
na entrega ao Cliente. Dessa forma você poderá identificar os gargalos
existentes e o nível de desempenho da sua política de estoques em cada elo da
cadeia logística.
Marco Antonio Oliveira Neves é Diretor da Tigerlog Consultoria, Hunting e
Outplacement e Treinamento em Logística Ltda. marcoantonio@tigerlog.com.br -
www.tigerlog.com.br