Integração da estocagem com a área de separação
Por Eduardo Banzato
14/07/2001
Integrar um eficiente sistema de separação de pedidos em um sistema de estocagem
de itens dos mais variados tipos, quantidades, tamanhos, entre outras
características peculiares a cada produto, não é tarefa simples.
Desta forma, vamos apresentar algumas possibilidades de integração destes dois
sistemas, fundamentais no processo de armazenagem.
Os atuais Centros de Distribuição que agregam valor através de serviços
adicionais, tais como fracionamento de cargas, montagem de kits, precificação
nas embalagens, entre outras, assumem um papel cada vez mais condizente com sua
missão de atingir um nível de serviço e produtividade de classe mundial.
Essa tendência, que se pode observar no mercado atualmente, modifica
sensivelmente as operações de armazenagem e, consequentemente, demanda soluções
de estocagem e separação mais estudadas, desenvolvidas, implementadas e
gerenciadas.
Visto que estes atendimentos a pedidos tornam-se cada vez mais customizados,
pois derivam da necessidade específica de cada cliente, pode-se entender que os
armazéns ou centros de distribuição serão apenas ferramentas para se atingir tal
objetivo.
Neste contexto é que surgiram e continuam surgindo, cada vez mais, soluções que
visam uma maior qualidade e produtividade operacional na estocagem e separação.
Conceitos de integração e localização de áreas
Existem basicamente três conceitos de integração e localização da área de
estoque e da área de separação, que podem ser descritos da seguinte forma:
1. Áreas de separação e estocagem separadas fisicamente - É o conceito onde a
área de estocagem, que possui uma quantidade de itens superior à área de
separação, está separada fisicamente e é responsável pelo reabastecimento dos
produtos da área de separação, que é mais compacta e permite maior produtividade
na separação de pequenas quantidades de uma grande variedade.
2. Áreas de separação e estocagem separadas verticalmente - O conceito baseia-se
na instalação de um sistema de separação no nível inferior de uma estrutura de
estocagem, considerando os níveis superiores para guarda do estoque reserva,
responsável pelo reabastecimento do sistema de separação. Deve-se avaliar, neste
caso, o impacto operacional de integrar-se os fluxos de separação e de
estocagem.
3. Áreas de separação e estocagem integradas nos mesmos locais - O Conceito
considera que o local de estoque já é a zona de separação, reduzindo com isso o
processo de reabastecimento dos casos anteriores. Importante verificar neste
caso se a movimentação não será muito intensa, ocasionando baixa produtividade
operacional devido a congestionamentos nos corredores.
Nas três formas apresentadas, a criatividade para a composição dos sistemas,
integrando diversos equipamentos de estocagem e separação, é que fará a
diferença.
Desta forma, a identificação da melhor forma, bem como da melhor solução, é que
definirá a eficácia do sistema, que pode ser medida através de indicadores
relacionados com: ocupação do espaço, tempo de separação, distâncias
percorridas, erros de separação, acuracidade do estoque, etc.
Conclusão
O grande desafio atualmente é investir tempo em planejamento no desenvolvimento
de soluções que integrem a estocagem com a separação, melhorando o nível de
serviço aos nossos clientes, bem como a produtividade operacional.
Eduardo Banzato é Diretor e instrutor da IMAM Consultoria Ltda, empresa
especializada na solução de problemas relacionados à logística e engenharia
industrial, movimentação e armazenagem de materiais, técnicas modernas de
administração da manufatura e estratégias de produtividade. www.imam.com.br e
www.revistaintralogistica.com.br