Logística eletrônica - a qualidade e velocidade da informação promovem inúmeras oportunidades
Por Eduardo Banzato
11/05/2008
Com o crescimento potencial do comércio eletrônico, a logística, que já tinha
seu lugar de destaque nas organizações, ganhou nova força à medida que
percebe-se que o segredo deste novo canal de vendas e distribuição é o adequado
gerenciamento não só do fluxo de informações, no que muitas empresas são
especialistas, mas, também, do fluxo físico (produtos) e do fluxo financeiro.
Neste contexto, a logística tem papel fundamental e, em função da velocidade dos
acontecimentos, terá uma importância cada vez maior.
Projetos de logística nas empresas são cada vez mais constantes, envolvendo
E-Commerce, tais como:
* Redesenho da Malha de Distribuição (Logística Externa);
* Flexibilização dos Processos Operacionais, Administrativos, Financeiros e de
Distribuição, entre outros, para atendimento de uma demanda cada vez mais
incerta e de um mercado cada vez mais exigente;
* Implementação de sistemas de tecnologia de informação voltados à logística
(ex.: programação de capacidade finita, WMS - Warehouse Management System,
roteirizadores e softwares para gerenciamento de frotas e fretes, soluções para
Business-to-Business - B2B e Business-to-Consumer - B2C, sistemas de código de
barras e radiofrequência, etc.);
* Localização e dimensionamento de Centros de Distribuição com atividades
direcionadas ao tratamento dos pedidos cada vez mais customizados;
* Desenvolvimento de um novo mix de produtos;
* Entre tantos outros.
Estes projetos são cada vez mais frequentes em função da intensa mudança no
cenário interno e externo, provocada por agentes como: clientes, através da
solicitação de um produto ou serviço mais customizado; fornecedores, através do
lançamento de um produto ou serviço; colaboradores internos; acionistas;
comunidade, ou seja, por todos que podem afetar, de alguma forma, a Cadeia de
Abastecimento.
Estas mudanças que são encaradas como ameaças, por algumas pessoas, são
consideradas como oportunidades, para outras.
Pode-se citar algumas questões que devem ser consideradas para caracterizar um
ambiente de oportunidades. Por exemplo:
* Será que todas as minhas operações não poderiam estar integradas?
* Será que meus fornecedores acompanham as minhas necessidades específicas?
* Será que minha transportadora é flexível o suficiente para atender as minhas
frequentes mudanças?
* Será que sei quem são os integrantes da Cadeia de Abastecimento que participo
e conheço muito bem as suas limitações, restrições e oportunidades?
* Será que tenho uma adequada Gestão de Estoques até o consumidor final?
Enfim, estas e outras inúmeras questões podem ser levantadas e exploradas como
oportunidades, mostrando para muitas organizações os caminhos que as mesmas
podem percorrer no sentido de estarem presentes e atuantes neste novo mundo que
surge a cada dia.
Eduardo Banzato é Diretor e instrutor da IMAM Consultoria Ltda, empresa
especializada na solução de problemas relacionados à logística e engenharia
industrial, movimentação e armazenagem de materiais, técnicas modernas de
administração da manufatura e estratégias de produtividade. www.imam.com.br e
www.revistaintralogistica.com.br