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Planejamento Colaborativo da Demanda

Por Hélio Meirim

09/06/2006

O processo de planejamento de demanda consiste na análise estatística de dados históricos (vendas passadas, eventos específicos) e da interpretação gerencial das informações de mercado (conjuntura econômica, informações sobre níveis de estoques dos clientes, informações dos concorrentes, decisões sobre promoções), que dão então origem a uma previsão de demanda futura.

Este processo é determinante para o sucesso de uma organização, pois dela são geradas informações essenciais para atender as necessidades dos consumidores, que desejam que haja uma pronta entrega, e dos acionistas, que desejam menores investimentos em estoques. Planejar a demanda nem sempre é fácil, pois as incertezas em relação a demanda vem aumentando sensivelmente pois, atualmente temos:

 

• Menor ciclo de vida dos produtos – isto faz com que os dados históricos em relação a demanda dos mesmos passem a contemplar períodos cada vez menores;

• Proliferação de produtos concorrentes – a grande quantidade de produtos faz com que os consumidores tenham uma gama maior de alternativas e minimiza o conceito de fidelidade a um determinado produto. A estes fatos, acrescentamos ainda que o desafio no tratamento estatístico dos dados históricos (técnicas estatísticas e software utilizado) e na interpretação das informações de mercado (julgamentos pessoais, integração entre as áreas funcionais e integração entre os elos da cadeia de suprimentos).

 

No que se refere à interpretação de informações de mercado, Julianelli (2006) ressalta a importância da colaboração interdepartamental e entre empresas que compõe a cadeia de suprimentos, pois segundo o autor a colaboração tem fator determinante nas reduções de custos de estoques e na melhoria do nível de serviço aos clientes. O autor, destaca a tendência de buscarmos o Planejamento Colaborativo de Demanda que pode proporcionar os seguintes benefícios:

 

• Melhoria no julgamento e tomada de decisão no que se refere a interpretação das informações de mercado, pois várias áreas discutem e possuem visões diferenciadas sobre o mercado.

• Integração entre as áreas funcionais devido a troca e ao compartilhamento de informações e cooperação entre as mesmas;

• Diminuição do efeito “chicote” que ocasiona excesso de estoques em alguns momentos e rupturas de fornecimento em outros.

• Redução da marginalização dupla que consiste na incidência de uma margem de lucro sobre a margem de lucro do elo anterior da cadeia de suprimentos.

 

Para Julianelli (2006), o planejamento colaborativo da demanda depende da troca intensiva de informações e de mudanças organizacionais, estruturais e tecnológicas. Segundo ele, as iniciativas de planejamento colaborativo da demanda podem ser divididas em duas modalidades, a saber:

 

• Iniciativas Internas – quando ocorre entre as áreas funcionais da empresa, como por exemplo as reuniões de Sales and Operations Planning (S&OP);

• Iniciativas externas – quando envolve diferentes empresas, destacando-se a filosofia de Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR) que é o foco de nosso trabalho. O autor destaca ainda que o grande objetivo das iniciativas de colaboração neste processo é a de garantir que as informações (internas e externas) fluam livremente e possibilitem assim um melhor processo de planejamento de demanda


Hélio Meirim é Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial, tendo MBA em Marketing, Logística, Análise de Sistemas e Docência Superior. Atuou por mais de 15 anos, como executivo de Logística, em empresas nacionais e multinacionais tendo desenvolvido projetos no Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Portugal e Espanha. É Consultor da HRM Logística e Professor Universitário em cursos de MBA, Pós-Graduação e Graduação.
 




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