Armadilhas Corporativas
COMO
PERDEMOS AS OPORTUNIDADES
Por Renê Fernando Cardoso
06/02/2002
As duas coisas mais difíceis de
se lidar na vida são o sucesso e
o fracasso. A distância entre um
e outro é muito tênue, quase uma
relação de amor e ódio, tanto em
um como em outro temos o mesmo
sujeito; PESSOAS. As pessoas não
sabem conviver com o sentimento
da perda. O sucesso, o fracasso,
o amor e o ódio todos esses
sentimentos tem o mesmo
significado uma oportunidade
perdida ou uma oportunidade
aproveitada. Muitos justificam o
seu insucesso como uma
oportunidade que foi perdida,
mas que só foi perdida porque
alguém aproveitou e essa
auto-análise quase nunca é
feita. Esta relação paradoxal
cria um outro sentimento o da
Frustração, a primeira das
armadilhas corporativas.
Mas como enfrentar as
frustrações? Transformando
ameaças em oportunidades:
APRENDER COM A ADVERSIDADE – é
nessa hora que medimos a nossa
capacidade de reação, nossa
criatividade e nosso senso de
oportunidade. Por exemplo a
ameaça de perder o emprego pode
ser uma oportunidade para abrir
um negócio próprio.
TER UM PROJETO – é importante
ter sempre um projeto, seja ele
de vida, um hobby ou um
empreendimento, pois em momentos
adversos da vida podemos nos
agarrar a eles como nossa única
motivação.
TER OBJETIVOS – no sentido de
ambição ( Desejo ardente de
alcançar um objetivo de ordem
superior, aspiração relativa ao
futuro – Dicionário Aurélio). Os
objetivos são uma grande fonte
de motivação.
NÃO SE ILUDIR – não achar que o
erro não foi tão grave assim,
nem que a culpa foi de outra
pessoa, o erro é uma grande
oportunidade de aprendizagem
pois fracassar é a vida lhe
dando uma segunda chance de
acertar.
ESTUDAR – a educação continuada
é uma ferramenta importante para
a manutenção do sucesso e
condição indispensável para a
competitividade do mercado de
trabalho atual.
VALORIZAR-SE – este é um ponto
que os profissionais precisam
saber trabalhar, o chamado
marketing de serviços – como
vender você mesmo. A arte de
aprender a se valorizar, além de
aumentar a sua auto-estima é
importante na captação de
clientes.
FAZER O BEM SEM VER A QUEM- a
frase fazer o bem compensa,
nunca foi tão usada como hoje em
dia, o perfil do profissional
atualizado é o da pessoa que
transmite conhecimentos seja ele
como coaching, mentor ou através
de uma atividade voluntária seja
ela social ou de cidadania.
A segunda armadilha corporativa
é a chamada Síndrome da
Incompetência, criados em
ambientes de pouca participação
nas decisões as pessoas acabam
se achando incompetentes e são
consideradas assim por seus
superiores, até que uma
oportunidade melhor aparece, aí
tornam-se indispensáveis, para
não cair nessa armadilha a
cultura do Você S/A é a solução
– acredite em você e faça a
diferença.
Por fim, a terceira e última
armadilha corporativa a
Seqüência Ilógica, muito comum
em órgãos públicos, empresas
familiares ou empresas com
poucas oportunidades de
ascensão, o profissional que se
encontra em uma posição,
geralmente confortável, através
de uma modelo mental de
sucessão, cria um plano
subjetivo de carreira – a
chamada seqüência ilógica. Por
exemplo, um chefe, um substituto
e um candidato a vaga de
substituto, todos eles baseados
em uma seqüência ilógica,
condicionam sua vida dentro
dessa relação que pode
facilmente ser quebrada ou
modifica por fatores internos e
externos que não foram
observados pelo modelo mental de
sucessão que eles criaram. Para
não cair nas três armadilhas
corporativas expostas, o
profissional deve ter uma
cultura de empreendedor, saber
buscar e identificar as
oportunidades, saber valorizar
sua imagem e competência e
procurar sempre ser parte da
solução e não do problema.