A Motivação e a Teoria de Freud
por Daniel Portillo Serrano
18/09/2000
Enquanto a
Teoria de Maslow
relaciona-se com a motivação, a
teoria de Freud estabelece que
motivações seriam responsáveis
pela aceitação ou rejeição de
produtos ou bens de consumo.
De acordo com Gade (1980), a
teoria freudiana é utilizada em
marketing a fim de não só se
estabelecer os motivos
intrapsíquicos que levariam o
homem ao consumo, assim como no
estudo dos apelos mais
favoráveis em termos de
propaganda. Freud estabelece
três instâncias psíquicas
responsáveis pelo comportamento:
o id, fonte da energia psíquica
dos impulsos primitivos, o ego,
regulador dos impulsos selvagens
do id ligado ao princípio da
realidade, e o superego, a quem
cabe a representação interna das
proibições sociais.
Tendo vivido entre 1856-1939,
Freud se tornou um marco no
século XX, sendo refletido desde
nas artes até na literatura e
nas idéias desde então. Apesar
de não se aceitar suas idéias
completamente, pois são
questionadas profundamente desde
os anos 70, Freud, representou
um novo marco nos estudos da
psicologia e comportamentos
humanos.
Em sua época, a psicologia era
conhecida como "a experiência
das ciências conscientes",
estudada pelo método da
introspecção. Era chamada de
psicologia da consciência, onde
somente a consciência
individual, e suas experiências
eram estudadas (Gestalt e
Behaviorismo principalmente),
não se aplicando ao lado obscuro
da mente humana.
Freud considerava que a
introspecção era insuficiente
para alcançar todos os fenômenos
da vida mental do "sujet"
(paciente estudado). Ao
contrário de Wundt, Weitheimer e
Koffka, que visavam a psicologia
das formas da Gestalt, que se
preocupava com o todo, sendo
este mais importante que as
partes.
Freud achava que se concentrar
somente nos estudos dos aspectos
observáveis do comportamento das
pessoas era muito pouco e
superficial, devendo-se
aprofundar as observações aos
seus lados sombrios interiores,
o que mais tarde chamou de
inconsciente e subconsciente.
O ponto chave da psicanálise
freudiana, ou sua premissa, é a
proposição de dividir o
psiquismo humano em:
consciente
inconsciente, dividido em:
inconsciente latente (capaz de
manter a consciência), mas
consciente no sentido de sua
dinâmica de funcionamento, é o
chamado pré-consciente;
inconsciente reprimido (que não
consegue manter o nível de
consciência),
Os pontos de destaque da
psicanálise freudiana, quanto ao
comportamento humano, são:
os impulsos inconscientes, e
as defesas do psiquismo contra
estes impulsos inconscientes
Ao estudar o que faz as pessoas
comprarem certos produtos, os
analistas do consumidor tentaram
se utilizar dessas teorias para
analisar em termos de
personalidade e de estruturação
psíquica que componentes e
traços do produto teriam maior
aceitação. Esses fatores foram
estudados com base na premissa
de que certos objetos de consumo
satisfariam mais a determinadas
instâncias psíquicas do que
outros, assim como a satisfação
destes desejos pode entrar em
conflito com esta ou aquela
entidade.
Daniel Portillo Serrano é Palestrante, Consultor e Professor. Bacharel em Comunicação Social com ênfase em Marketing Pela Universidade Anhembi Morumbi, e pós graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Ibero-Americano - Unibero, Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Paulista - UNIP. É consultor de Marketing e Comportamento do Consumidor e editor dos sites Portal do Marketing e Portal da Psique . Tem atuado como principal executivo de Vendas e Marketing em diversas empresas do ramo Eletroeletrônico, Telecomunicações e Informática. É professor de Marketing, Administração, Estratégia, Comportamento do Consumidor e Planejamento em cursos universitários de graduação e pós-graduação. Contato: daniel@portaldomarketing.com.br .