O Mundo Corporativo de Oz
Por Wagner Campos
14/06/2008
Em maio de 1900 Lyman Frank Baum lançou uma história que fez grande
sucesso no mundo todo: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Nesta história
faziam parte a jovem menina Dorothy e seu cão Totó, que haviam sido
pegos por um furacão, levados a uma terra distante e desejavam
retornar para casa; um espantalho que queria um cérebro para ter
pensamentos inteligentes; um homem de lata que tinha o sonho de ter
um coração e um leão covarde que desejava obter coragem. Claro que
existia uma bruxa, conhecida como bruxa do leste, e o tal mágico.
Para que a jovem menina e seus novos amigos (espantalho, homem de
lata e leão covarde) conseguissem o que desejavam, precisavam seguir
a estrada dos tijolos amarelos até o Mágico de Oz e atender aos
desejos dele, entre os quais, derrotar a bruxa.
Não é difícil localizar profissionais que aparentemente caíram de um
furacão em um território no qual estão desacostumados e sentem-se
perdidos e diferentes. Seu único amigo é o “cachorrinho Totó”, algo
que utilizam para se sentirem mais seguros e que conforme o momento,
pode levá-los ao sucesso ou fracasso. Tudo depende se saberão
segurar ou soltar o “cachorrinho Totó” na hora certa.
Nessa jornada dentro de um novo mundo corporativo seguem o conselho
dos demais e caminham sobre a estrada de tijolos amarelos em direção
ao mágico. A estrada de tijolos amarelos é conhecida por todos. É
segura e fácil.
Nela conseguem amigos espantalhos, sem cérebros, que desenvolvem
suas atividades rotineiramente, sem ter a mínima idéia do que estão
fazendo, porque estão fazendo e até mesmo desde quando o estão
fazendo. Até para se deslocarem do lugar e caminharem na mesma
estrada conhecida e segura precisam de ajuda, de um empurrão para se
moverem de onde estão. Mas as idéias e criatividades nunca fizeram
parte da vida deles, pois não tinham cérebro.
Conforme caminham pela estrada, conhecem os homens de lata e sem
coração. Profissionais estes que muitas vezes carregam no peito um
baú de rancor e frustração, além de inseguranças e dúvidas
constantes. Não vêem perspectivas futuras, pois se enferrujaram após
algumas chuvas de decepções vividas. Somente com a lubrificação
feita através do entusiasmo e determinação desses novos
profissionais, os homens de lata conseguem se mover e caminhar na
mesma direção.
Em um momento encontram os leões covardes. Aqueles profissionais que
“urram” durante algum debate ou sugestão de mudança, mas não têm
coragem para implementar algo novo, ou faltam convicção e firmeza em
seus ideais para manter sua opinião e projetos. São os que todos
ouvem, mas ninguém considera. E justamente por essa covardia, são
facilmente volúveis e aceitam o convite dos funcionários Dorothys
para irem em busca do Mágico. Para os funcionários leões, que não
têm para onde ir, qualquer caminho serve.
Ao chegarem ao mágico que nada mais é do que a missão da empresa
passam a conhecer seus objetivos e metas e são colocados à prova
onde, para obterem o que desejam, precisam derrotar a bruxa do
leste, ou seja, atingir os objetivos comuns da organização, visando
o desenvolvimento pessoal e profissional de todos, bem como os
resultados que ela necessita.
Após conseguirem derrotar a bruxa superando as metas previstas
descobrem que o mágico não é tão mágico assim, mas apenas uma
empresa que também tem seus limites, mesmo que os projetos sejam bem
traçados.
Mas, um mágico digno e uma empresa ética cumprem com suas promessas.
Dão um cérebro ao espantalho, mas não se trata de um cérebro de
verdade e sim o incentivam a apresentar suas idéias, projetos e
sugestões junto a uma equipe, reconhecendo o grande valor de sua
participação.
O homem de lata ganha um coração passando por mais treinamentos,
recebe feed backs que nunca teve a oportunidade de merecer e acaba
conhecendo melhor os companheiros de trabalho e a empresa. Passa
assim a respeitar e participar mais das atividades coletivas e
trabalhar em equipe.
O leão covarde recebe a coragem tão esperada. A coragem para falar,
ouvir, sugerir, participar, desenvolver, negar, interagir e não mais
ficar acomodado em sua zona de conforto, limitando seu potencial. É
incentivado a lutar com determinação pelo que acredita ser justo e
correto. E o mais importante, sempre que o leão participa, todos
prestam atenção e debatem construtivamente a respeito.
Os funcionários Dorothys finalmente têm seus desejos atingidos. Não
querem mais ir embora para casa, pois identificam a empresa como sua
nova casa, seu novo lar profissional. A convivência e participação
no desenvolvimento dos espantalhos, homens de lata e leões
transformaram esses jovens profissionais em multiplicadores de
resultados e gestores de sucesso dentro da nova organização.
Como na conhecida história, tudo isso foi possível mantendo o foco
na caminhada seguindo os tijolos amarelos do sucesso e derrotando a
bruxa das dificuldades.
Prof. Wagner Campos é Palestrante e Conferencista em Vendas,
Motivação e Liderança. Diretor da True Consultoria. Administrador de
empresas e Especialista em Marketing. Possui experiência há mais de
12 anos na área tendo atuado em empresas como Cia Cervejaria Brahma,
Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos, Bebidas Wilson e Sebrae. É
autor do Livro "Vencendo Dia a Dia" e Coordenador e Prof. dos cursos
de Marketing, Com. Exterior, Logística Empresarial e Recursos
Humanos da Universidade Paulista – UNIP e Prof. e Coordenador do
Curso de Marketing do Grupo Anhanguera Educacional. Contato:
wagner@trueconsultoria.com.br – www.trueconsultoria.com.br – F: (19)
3702.2094 – 98128.6818.