Orçamento - 10 etapas que podem fazer a diferença na hora de
driblar a crise
Por Nori Lucio Jr.
08/10/2007
O futuro do seu concorrente a Deus pertence. Não o seu!
Não importa a temperatura do mercado, elaborar um orçamento
cuidadoso é uma atitude prudente que premia o gestor competente que
trabalha de forma assertiva pela perpetuação da empresa.
Independente do tamanho ou segmento de mercado em que atua a empresa
deve obrigatoriamente elaborar um orçamento detalhado baseado numa
perspectiva de vendas assertiva para o ano fiscal.
Ambos, orçamento e previsão de vendas, são tarefas elementares e
ordinárias.
O orçamento, na sua definição mais grosseira, é a ferramenta que
equaciona as fontes de receita versus os custos, despesas e
investimentos. É portanto, indispensável na tomada de decisões.
O responsável por facilitar este processo deve promover sinergia
entre as áreas de vendas, marketing, produto e financeira.
Para que se obtenha um bom resultado na condução desta tarefa,
atenha-se aos fatos históricos da empresa e não maquie a realidade.
Não permita “chutes” sobre as perspectivas de vendas e evite também
atitudes que tentam encontrar “pelo em ovo enquanto o elefante passa
pela suas costas”.
Assertividade é a virtude a ser alcançada neste processo!
Na prática o orçamento elimina o “entusiasmo vazio” de gestores
falastrões e preguiçosos, transformando esta energia pouco confiável
numa equação matemática eficiente.
É importante calcificar a idéia de que:
Planejamento Estratégico e Orçamento são ferramentas complementares.
O planejamento estratégico traça um caminho que projeta a empresa no
médio-longo prazo enquanto o orçamento, materializa cada passo que
será dado neste caminho.
Um Planejamento Estratégico sem Orçamento tende a ser apenas um
sonho.
Um Orçamento sem Planejamento Estratégico tende a ser apenas
uma planilha de despesas elaborada pela tesouraria.
Existem escolas que defendem o planejamento e o orçamento, outras
que abominam. A primeira defende a previsibilidade e a boa gestão
dos recursos humanos e financeiros, a outra defende a intuição e a
massa crítica dos diretores da empresa. Qual seguir então?
Se você julga que sua empresa foi criada para perpetuar-se ao longo
de décadas e séculos e que a liderança e a intuição do brilhante
dono, fundador, que a criou não estará presente para sempre,
recomendo fortemente que você opte por um caminho mais tangível ou
seja planeje o futuro da empresa.
Antes de começar documente as premissas que envolvem o orçamento.
Faça uma análise consciente do ambiente que a empresa está inserida
listando suas variáveis controláveis e incontroláveis.
Não tente transformar-se como num “passe de mágica” num analista de
mercado nem “pai de santo” tentando desvendar as incertezas do
futuro. Atente-se aos fatos!
Nori Lucio Jr. é fundador da brandMe, consultoria especializada em
planejamento estratégico. - 20 anos de experiência na indústria de
tecnologia, com passagens pela gerência de marketing e comunicação
na Intel® e Microsoft®. Formado em marketing, com especializações no
Brasil e exterior, respondeu pelo desenvolvimento de vários projetos
relacionados a construção de marca, marketing & comunicação e
desenvolvimento de canais de venda no Brasil, América Latina e
Estados Unidos.