15 Dicas para não errar no ponto de
venda
Por José Carmo Vieira de Oliveira
18/07/2009
1 - Sucesso x Fracasso
Uma boa localização pode representar uma
grande variação no volume de negócios e
ser determinante entre o sucesso e o
fracasso de um empreendimento.
2 - A importância do "P" de ponto
A questão da localização não pode ser
dissociada dos outros componentes do
marketing. Considerando os 4 PS, deve-se
buscar a coerência entre o PONTO
(localização), o PREÇO, o PRODUTO e a
PROMOÇÃO. O P de Ponto tem caráter de
vida longa, enquanto os outros "Pês"
podem sofrer ajustes e serem
reorientados de forma tática mais
facilmente.
3 - Ponto ideal
O ponto ideal é o que fica mais próximo
do seu público-alvo e que mais se ajusta
à proposta do negócio. Uma loja que não
atenda a essas características requer
investimento de muito tempo e dinheiro
para garantir a sua presença no mercado.
4 - No caminho do cliente
"O bom ponto é aquele que fica no
caminho do cliente". É preciso analisar
o traçado das ruas e avaliar se o
trânsito é compatível com a atividade.
Grandes avenidas com retornos e
estacionamentos proibidos afastam o
comprador. De modo geral, vias
movimentadas adaptam-se a compras por
impulso e as mais calmas à venda de
produtos especializados.
5 - Facilidade de acesso
O sucesso também depende da facilidade
de acesso. "Uma padaria, por exemplo,
deve instalar-se no sentido
centro-bairro, para que as pessoas
possam estacionar na volta para casa".
6 - Aspectos legais
No caso de imóveis usados é bom avaliar
se a área permite a montagem de uma loja
e se a reforma é viável do ponto de
vista arquitetônico e financeiro.
Procure informar-se detalhadamente sobre
as limitações para a construção.
7 - Lojas em shopping
Lojas em shopping centers pedem uma
análise do perfil do público, do mix de
empresas e das exigências impostas pela
administração. "Uma ótima idéia em local
inadequado não vinga".
8 - População - Considere os seguintes
itens:
- Verificação da renda da população
- Consumidores em potencial
- nível de hábitos e comportamento de
compra
- locais onde realizam suas compras
- grau de fidelidade com estes locais
- freqüência
- motivos que os levam até os locais
- quais pontos fortes e fracos destes
locais.
9 - Concorrência - Agumas explicaões
necessárias:
- A concorrência, neste momento, deve
ser avaliada em razão das suas
estratégias de localização, isto é, deve
ser entendido para onde tem sido
geograficamente, a expansão, ou mesmo
fechamento, das lojas dos seus
principais concorrentes.
- Cabe destacar também que aquilo que às
vezes parece "ser" mas não é de fato. A
proximidade de lojas com produtos
semelhantes - concorrentes diretos - é
benéfica para vários segmentos do
varejo.
Exemplo em São Paulo:
- Rua da Consolação com comércio de
luminárias
- Rua Florêncio de Abreu com ferragens e
ferramentas
- Rua Santa Ifigênia com Material
eletrônico
- Rua 25 de março Comércio de tecidos
- Rua São Caetano com Vestidos de noivas
- Bairro dos Campos Elíseos com Comércio
de auto peças.
10 - O Imóvel - Considere:
- Indique a área ideal para sua loja em
m2. .................
- O imóvel tem ..................... m2.
- Térreo é melhor que sobrado ou prédio
- Fachada livre para ser explorado
visualmente - sem postes, árvores, etc.
- Salão fácil de ser dividido para
encaixe da planta de sua loja
- Imóvel limpo, arejado, com pintura
nova
- Bem iluminado internamente
- Não deve ser área considerada perigosa
no período noturno
- Com bom fluxo de pessoas em frente a
loja
11 - Projeto da loja
"O objetivo do projeto deve ser vender,
não ganhar prêmios".
Projetar uma loja implica na seleção de
várias informações:
- área total,
- volume de mercadorias,
- apresentação,
- público-alvo,
- tipo de expositores,
- iluminação,
- espaços para circulação,
- acesso e
- vitrine.
12 - Pensar como investimento
Pense no projeto como um investimento e
não apenas como mais uma despesa para
embelezar o local. Escolha o projetista
por sua experiência e não apenas por
seus valores estéticos.
13 - Ser funcional
Um projeto deve ser funcional e atraente
para provocar impacto da fachada ao
interior do espaço. Funcionalidade se
obtém com uma boa distribuição da área,
respeitando-se a circulação do cliente e
a exposição dos produtos. Já o impacto
visual é garantido pela decoração e
coordenação dos elementos.
14 - Qualidade é fundamental
O critério na escolha dos materiais e da
mão-de-obra refletirá na percepção de
qualidade dos produtos vendidos. "Um bom
design pode substituir detalhes
rebuscados, mas mesmo as soluções mais
simples precisam ser muito bem
acabadas", avisa o arquiteto José
Humberto de Oliveira.
15 - Identificação com o público-alvo
O objetivo deve ser o de criar ambientes
que estabeleçam uma identidade com seu
público-alvo. "Ninguém escolhe uma loja
por acaso. O consumidor vai a busca de
um conceito e é isso que o projeto deve
refletir.
José Carmo Vieira de Oliveira é
Consultor do Sebrae-SP
Fonte: Site SEBRAE-SP