A Arte de Vender no Caos
Por Jaqueline Saviel
14/11/2009
Com a economia mundial ingressando na
“Era da turbulência” todos necessitam
ver e serem vistos, o mundo está mais
interconectado e interdependente do que
nunca.
Estamos durante todo o tempo guerreando
no mercado, necessitamos de criatividade
e inovação para conseguirmos criar o
valor necessário a nossa oferta e tentar
cada vez mais nos afastarmos dos nossos
concorrentes, com o valor percebido por
nossos clientes.
Na guerra, para sairmos vitoriosos
necessitamos de uma estratégia que leve
em consideração nossas forças e
fraquezas, manobras que poderão ser
executadas, o terreno do combate, entre
outros. No mercado também encontramos
estas variáveis, cabe a nós analisá-las,
e baseados nestas análises empregar os
esforços corretos onde deverão ser
exercidos sempre avaliando melhor
oportunidade. No entanto hoje todos
buscam não só a vitória da batalha, onde
todos os lados perdem, mas também a
isenção dela.
De qualquer forma, o fator mais
relevante destas ações é sem dúvida o
cliente. Não adianta que a empresa
construa o produto mais inovador do
momento se o cliente não percebe este
fato. É como uma história que nos conta
sobre um pequeno empreendedor que
acreditava ter o melhor produto do
mundo, e ele tinha, porém abriu sua loja
no interior de uma grande floresta, um
lugar de difícil acesso, e nem a
divulgou no “Google”, mas tem em sua
mente que o consumidor comprará seu
produto porque ele é o melhor do mundo.
É importante que nos demos conta que sem
o reconhecimento do cliente não somos
nada. Temos que inovar sempre, e nem
sempre com coisas muito mirabolantes,
como os astronautas americanos que ao
constatarem que no espaço não
conseguiriam escrever com canetas pois
há ausência de gravidade, investiram
milhares de dólares para a invenção de
uma caneta que conseguisse escrever no
espaço, enquanto os russos levaram
lápis. Será mesmo que todo o esforço que
as empresas têm feito tem sido percebido
por seus clientes?
A melhor forma, que já tive contato, de
estratégia para reconhecimento de seus
clientes para os esforços prestados
pelas empresas é a “Teoria do abraço”
que nos mostra que não devemos somente
sorrir para nossos clientes, mas sim
abraçá-los verdadeiramente. Conhecendo a
fundo suas necessidades e desejos, assim
conseguindo que as habilidades da
empresa sejam realmente percebidas pelos
clientes, tornando-a referencia no
serviço ou produto que oferece, tudo
somado aos valores agregados para o
setor de vendas.
Cada empresa, através de análises
consegue verificar quais suas maiores
habilidades e onde suas potencialidades
poderão ser ainda mais percebidas por
seus clientes se algumas posturas forem
mudadas. Como por exemplo: maior
delegação de tarefas e
responsabilidades; menor burocracia e
diminuição do abismo que a hierarquia
pode construir nas empresas; lembrança
dos tempos do começo da empresa, sua
empresa pode ter crescido muito, mas
quais foram as atitudes que te levaram
até onde está que poderão ser mantidas,
mesmo com o crescimento, e conseguirão
impulsionar ainda mais o crescimento e
satisfação dos clientes?
Outro ponto na satisfação dos clientes é
que a empresa construa uma cultura toda
voltada para o cliente, onde se for
necessário, briguem para a total
satisfação do cliente.
Hoje em dia todos têm produtos/serviços
iguais, preços e qualidade parecidos,
nossa diferenciação estará na inovação
de estratégias e no valor que o cliente
percebe. Pense, qual é a motivação que
leva uma pessoa a comprar uma Mercedes,
BMW, Porsche, ou Ferrari, ou qual a
motivação que leva um cliente a
abastecer seu carro no posto da esquina
ou da avenida do outro lado da cidade?
Nem sempre a resposta é somente preço,
nem sempre a resposta é produto. Cada
empresa vê sua potencialidade e a
carrega como bandeira para que o cliente
perceba, qual é a de sua empresa? Qual é
a sua potencialidade? Qual a bandeira
que a equipe de vendas, atendimento ao
cliente e marketing de sua empresa traz?
A aceleração da velocidade da mudança, o
aumento dos níveis de complexidade e a
escala do risco e da incerteza são a
nova realidade do marketing em tempos de
desordem como a que estamos. As empresas
devem reforçar sua capacidade de
resiliência em todos os níveis e,
especialmente em marketing e vendas. Os
profissionais destas áreas devem ser
capazes de transformar a ansiedade em
ação e as dificuldades em determinação.
Será que os investimentos em marketing,
vendas e atendimento ao cliente estão
mudando os comportamentos de compra dos
clientes? Será que estes investimentos
diminuem a barreira para compra da marca
pelos clientes? Sua fatia de mercado
está sendo bem representada? Os esforços
estão sendo suficiente agressivo para
conquistar os clientes chave de cada
segmento? Pesquisas estão sendo
efetuadas com freqüência e intensidade?
Todas as empresas devem escolher entre a
estagnação e a inovação. A inovação das
estratégias, dos serviços agregados e
dos produtos e serviços comercializados
são recebidos de bom grado desde que
atendam a busca dos clientes, suas
necessidades e desejos.
Portanto uma boa dica é focar-se nos
cliente existentes e em contrapartida
impulsionar uma segmentação mais
refinada, assim, aumentando participação
no mercado e ampliando o relacionamento
nos clientes existentes.
Com melhor ação das áreas de Marketing,
P&D e atendimento ao cliente, as vendas
serão mais fáceis. Assim, os vendedores
poderão dispor de vantagens de carregar
o peso do nome da empresa em que
trabalha que combinadas com boas
técnicas de vendas, conhecimento do
produto, serviços agregados e do cliente
potencial fará sem nenhuma dúvida com
que a empresa avance pelo mercado com
melhor desempenho mesmo em tempos de
crise.
Jaqueline Saviel é formada em
Planejamento Estratégico Empresarial.